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VOCÊ ESTÁ EM: TRATAMENTOS
- DEPRESSÃO |
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 É
uma doença física como outra qualquer,
só que desorganiza as reações
emocionais.
A depressão é muito complexa e difícil
de ser diagnosticada, pois um dos seus principais
sintomas pode ser confundido com tristeza, apatia,
preguiça, irresponsabilidade e em casos
crônicos como fraqueza ou falha de caráter.
É muito comum ouvir as pessoas dizer que
estão “deprês” ou deprimidas,
quando apenas estão chateadas, estressadas
ou porque se desentenderam com alguém.
Independente do estado de espírito, até
o ser mais iluminado perderia a paciência
ou se chatearia numa briga de trânsito,
invertida profissional, falta de grana, doença
na família, perda de um ente querido, desemprego,
crise conjugal e etc... Isto é comum na
vida das pessoas, oscilamos o nosso humor diariamente.
Só que depois de um curto período
de tempo voltamos ao normal, sem grandes dramas,
correndo atrás do prejuízo.
Já a pessoa deprimida ou com predisposição,
às vezes com uma chateação
corriqueira, pode ser nocauteada e cair num abismo
sem fim ou então, ser mais resistente,
mas numa crise brava também vai pro abismo.
Por que é assim mesmo que se sente um deprimido.
Uma pessoa sem perspectiva de vida, sem amor próprio,
pessimista, desanimada que não vê
graça em nada a não ser no seu isolamento
e luto em vida.
Na realidade este desânimo perante a vida
não é falta de atitude e sim um
mau funcionamento cerebral. Porque embora muitas
pessoas acham que depressão é frescura,
ela é uma doença, um desequilíbrio
bioquímico dos neurotransmissores (mensageiros
químicos do impulso nervoso) responsáveis
pelo controle do estado de humor.
A dopamina e serotonina são neurotransmissores
que estão muito associados ao estado afetivo
das pessoas. A serotonina está ligada a
sentimentos de bem estar ou mal estar. Ela regula
o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite,
o ritmo cardíaco, as funções
neuroendócrinas, temperatura corporal,
sensibilidade à dor, atividade motora e
funções cognitivas. A dopamina está
associada à sensação de euforia,
entusiasmo e prazer. Esta regula o controle do
movimento, da percepção e da motivação.
Na depressão a dopamina, serotonia e outras
substâncias químicas como a noradrenalina,
ácido gama-aminobutírico e aceticolina
ficam alterados, desorganizando o estado de humor,
as emoções, capacidade mental e
o bem estar geral do organismo.
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SINTOMAS: |
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um período de tristeza, a pessoa esmorece
e fica “isolada do mundo”. Não
sente vontade de reagir, não acha graça
em nada, se sente angustiada, sem energia, chora
à toa, tem dificuldade para começar
uma tarefa, dificuldade em terminar o que começou,
persistência de pensamentos negativos e
um mal-estar generalizado: indisposição,
dores pelo corpo, insônia ou sonolência,
alterações no apetite, falta de
memória, concentração, vulnerabilidade,
fraqueza, taquicardia, dores de cabeça,
suores ou outros sintomas físicos que joga
a pessoa pra baixo. |
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CAUSAS: |
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| A
classe médica acredita que a depressão
é um fator genético, pois aparecem
em algumas famílias e em gêmeos também.
Por isso é importante investigar se há
casos de depressão na família do
doente, pois as chances genéticas são
grandes.
A depressão também pode ocorrer
depois de uma situação estressante
ou de perda. É comum sentir-se triste,
desesperado numa crise financeira, separação
ou morte de um ente querido. Também é
normal se sentir fragilizado após uma situação
estressante como um assalto, estupro ou seqüestro.
Esta tristeza e medo tende a passar depois de
um período de duas semanas a seis meses,
depois disto a vida vai entrando nos eixos. Só
que às vezes a pessoa não consegue
reagir e esta tristeza se transforma em depressão,
principalmente nas pessoas com predisposição
à doença.
Existem também algumas doenças físicas
que podem causar depressão: esclerose múltipla,
derrame, hepatite, hipotireoidismo, apnéia
do sono, hipertensão, insuficiência
cardíaca, diabetes. Além das doenças
terminais como câncer e Aids.
Alguns medicamentos e drogas também levam
á depressão como: cortisona, anfetaminas,
pílulas anticoncepcionais, quimioterapia,
álcool, crack, ecstasy, maconha entre outros.
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TRATAMENTO: |
Como
qualquer outra doença física, o
tratamento da depressão será feito
após uma avaliação física
e psíquica por um médico psiquiatra.
O tratamento inclui o aconselhamento psiquiátrico
e os remédios antidepressivos, que regulam
a química cerebral.
Ás vezes a medicação precisa
de ajustes, ou tem um efeito colateral incômodo.
Por isso é importante a visita periódica
para a avaliação médica e
o ajuste ou troca do medicamento. Os antidepressivos
demoram de duas a quatro semanas para atuar efetivamente
na doença. Uma vez restaurada a química
cerebral a depressão tende a melhorar e
fica mais fácil erguer a cabeça
e tomar uma atitude perante a vida.
Mas é importante ressaltar que apesar da
melhora o tratamento ainda vai continuar por um
prazo indeterminado, sob a avaliação
do psiquiatra.
Além da medicação é
importante a psicoterapia, a força de vontade
do paciente de correr atrás dos seus sonhos
(objetivo), o auxílio da família,
dos amigos e de um grupo de ajuda. Quanto mais
amparado o paciente estiver, melhor será
o processo de cura.
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TIPOS DE DEPRESSÃO: |
Episódio ou fase depressiva e transtorno depressivo recorrente
Os sintomas depressivos (tristeza, choro fácil e/ou frequente, apatia, sentimento de falta de sentimento, sentimento de tédio, irritabilidade aumentada, desespero, desesperança, culpabilidade, transtorno de sono e apetite) devem estar presentes em pelo menos duas semanas, e não mais do que dois anos, sem interrupção. Os episódios, geralmente, têm duração média de seis meses e variam no minimo de três e máximo de 12 meses.
Pode ser classificado de acordo com a intensidade [leve, moderado, grave] e com a importância clínica dos sintomas. Quando o paciente apresenta vários episódios depressivos, com ausência de episódios maníacos, disgnostica-se, portanto, transtorno depressivo recorrente.
DistimiaConsiderada uma depressão crônica, de intensidade leve na maioria das vezes mas, com longos períodos de duração [vários anos], sem interrupção e por, no mínimo, dois anos. Os sintomas mais comuns são diminuição da auto-estima, dificuldade em tomar decisões ou de concentração, mau humor crônico, irritabilidade.
Depressão Atípica
Além dos sintomas depressivos comuns, são somados aumento de apetite (doces), hipersonia (aumento em média de duas horas a mais do que o normal), sensação de corpo pesado, humor alterado (vai de um extremo ao outro com muita facilidade).
Depressão Tipo Melancólica
É um tipo de depressão que está mais associada a fatores neurológicos, cujos principais sintomas envolve uma tristeza sentida no corpo, falta de interesse, lentidão psicomotora, ideação de culpa e a intensidade da depressão diminui conforme o passar do dia.
Depressão Psicótica
É um tipo de depressão grave em que um ou mais sintomas psicóticos estão associados como delírios de culpa e alucinações com conteúdos depressivos.
Depressão Pós-Parto
A Depressão Pós-Parto, geralmente, tem início 4 semanas após o parto, com sintomas gerais de depressão, sem grandes variações, podendo incluir variações intensas de humor e de preocupações com o bebê que pode ser exagerada ou até mesmo delirante.
Esse tipo de depressão pode estar associada à características psicóticas, cujo maior fator associado é o infanticído, no qual a mãe tem alucinações e recebe comandos para matar o bebê ou delírios de que este tenha algo de ruim que justifique sua morte.
Geralmente, mulheres com depressão pós-parto desenvolvem ansiedade grave e ataques de pânico. Suas atitudes em relação ao bebê podem variar desde excesso de cuidado, a ponto de não deixar o bebê um segundo sequer, ao desinteresse completo, deixando de amamentar e/ou cuidar da higiene da criança.
É importante ressaltar que a deprssão pós-parto não está associada àquela tristeza inicial, em que a mãe se deprime nos primeiros 10 dias após o parto, pois é uma tristeza passageira e não afeta os comportamentos da mãe em relação ao cuidado do bebê, nem sua noção de realidade.
O pós-parto é um período extremamente importante, tanto na vida da mãe, quanto do bebê, em que alterações biológicas [tanto na estrutura do corpo da mulher, como nos hormônios e neutrotransmissões associados], psicológicas e sociais são delicadas e devem ser acompanhadas e apoiadas por familiares, amigos, pelos médicos responsáveis pela saúde da mãe e do bebê.
Esturpor Depressivo
Nesse tipo grave de depressão, o paciente pode permanecer dias acamado, sem querer se movimentar, não quer falar com pessoas ou fazer qualquer atividade cotidiana, não tem vontade de se alimentar, e em casos mais complexos não consegue nem controlar a evacuação de urina ou fezes, o que pode gerar agravos clínicos e evoluir à óbito.
Depressão Agitada ou Ansiosa
Possui grande agitação psicomotora com queixas de angústia intensa que se soma aos sintomas depressivos, aumentando a possibilidade de suicídio.
Depressão Secundária
É um tipo de depressão que está associada a outro quadro clínico como fator agravante, como hipo/hipertireoidismo, doença de Parkinson, acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Referências Bibliográficas
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2000. p.100-111; 191-195.
FLECK, Marcelo Pio de Almeida et al. Diretrizes da Associação Médica Brasileira para o tratamento da depressão (versão integral).Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2003, vol.25, n.2, pp. 114-122.
Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?script =sci_arttext&pid=S151644462003000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>.
Acesso em 21 mar. 2010.
PSIQUIATRIA, Associação Americana de. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais - DSM-IV-TR. Trad. Cláudia Dornelles, 4° ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2002 (p.365-376; p.408-413).
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CLÍNICA ESPAÇO VIDA - Psiquiatras e Psicólogos
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